Mogno Africano – Khaya ivorensis, muda no tubete 55 ml.

Originário das regiões tropicais da Austrália, até 1910 já havia sido verificada a extinção genética e econômica da espécie no continente australiano, devido ao grande valor da madeira e de seus múltiplos usos na Austrália e Europa, para onde grande parte da madeira foi exportada. Nos dias atuais a espécie ocorre apenas em áreas de preservação na Austrália, assim como outras meliáceas famosas, como o mogno e o cedro rosa, é uma das espécies arbóreas mais ameaçadas de extinção no mundo.

Foi introduzida no Brasil pela antiga Aracruz Celulose na década de 70 e adaptou-se muito bem no país, onde encontrou excelentes condições para o seu desenvolvimento, principalmente no sul da Bahia onde foi inicialmente inserida e em toda a Região Sudeste.
É uma espécie de crescimento rápido a mediano, com excelente potencial de produção. Tem excelente utilização para serraria e grande potencial para indústria moveleira. Assemelha-se muito às espécies americanas do gênero Cedrela P.Br., tanto botanicamente quanto no que diz respeito ao seu uso. O sucesso do seu cultivo está condicionado a fatores, como a fertilidade do solo, a escolha do material genético para cada região de foco de produção e técnicas silviculturais adequadas.
A espécie já apresenta um excelente trabalho realizado no melhoramento genético, o que ajudou a corrigir graves problemas que vinham trazendo resultados negativos ao plantio comercial da espécie produzida com material seminal.
Atualmente os plantios mais antigos já vem sendo cortados e sua madeira inserida no mercado de forma a estruturar a cadeia de valor e a madeira proveniente de desbastes vem sendo testada pelos grandes produtores do mercado.

Nome popular: Cedro australiano
Nome científico: Toona ciliata var. australis
Família: Meliaceae

Ocorrência Natural
Austrália, Paquistão, Índia, Nepal, Butão, Myanmar, Malásia, Tailândia, Laos, Vietnam, Camboja, Bangladesh, China, Indonésia e Papua Nova Guiné.

Características gerais
Árvore caducifólia, perdendo toda a folhagem entre maio e julho. Floresce de setembro a novembro, frutifica entre dezembro e fevereiro. Apresenta altura de 20 a 35 m de nas florestas naturais. Possui tronco reto e cilíndrico, com excelente forma para produção de madeira. A espécie está inserida no grupo das espécies mais valiosas para a produção de matéria-prima para as indústrias moveleiras e da construção civil. As propriedades biológicas, físicas e mecânicas da madeira dessa espécie são semelhantes às de outras meliáceas, como o mogno e o cedro rosa.

Características Silviculturais
No Brasil o cedro australiano encontrou condições favoráveis e tem se desenvolvido muito bem em vários estados (SP, MG, DF, ES, RJ, MS, BA), com produtividades entre 12 a 25 m³ por hectare/ano.
Devido à coloração clara que pode variar do vermelho ao amarelo castanho e de sua leveza, a espécie é uma das substitutas do cedro e mogno brasileiro, também sendo excelente alternativa para a substituição de muitas espécies, como a balsa e outras madeiras leves e claras.
Nunca foram observados ataques da broca da gema apical (Hypsipyla grandella) no Brasil desde que o cedro australiano foi introduzido. Por esta razão a Toona é considerada resistente a esta praga que causa grandes danos ao cedro e mogno.
Pode ser plantado em plantios puros, sistemas agroflorestais, silvipastoris e agrosilvipastoris (ILPF).
O plantios com mudas clonais dessa espécie tem sido realizados com espaçamentos entre 3,5 x 3,5m e 4x4m, visto que o bom desenvolvimento do material clonal permite menor número de árvores por hectare com boa produtividade.
A Futuro Florestal é parceira comercial da Bela Vista Florestal no desenvolvimento dessa espécie através de plantios com mudas clonais dessa espécie.

Solo/Clima
O cedro australiano cresce em regiões de 40 a 1500 m de altitude, com regime pluviométrico de 800 a  2400 mm/ano, com 2 a 6 meses de estiagem. Na prática tem-se observado a necessidade de no mínimo 1300 mm/ano. Tolera geadas leves de curta duração, mas pode sofrer se a geada for mais intensa.
A espécie desenvolve-se em solos férteis, profundos e bem drenados, não tolerando solos argilosos compactados, nem solos arenosos pobres, que são características de solo já confirmadas em plantios que a Futuro Florestal acompanhou em algumas regiões do oeste paulista onde a espécie não se desenvolveu bem

Madeira
A madeira do cedro australiano é similar à do cedro brasileiro (Cedrela fissilis), nativo do Brasil, indicada para a fabricação de móveis finos e acabamentos em construção civil. É uma madeira rara que apresenta características interessantes nos quesitos de trabalhabilidade, baixa retratibilidade, estabilidade dimensional, resistência mecânica, leveza e beleza visual.

Sua madeira é muito admirada internacionalmente, sendo conhecida na Austrália como “red gold”.

Utilidade
Seu uso é indicado para uma grande quantidade de produtos, como movelaria, acabamentos finos em construção civil, portas e janelas, laminação, molduras, instrumentos musicais, entre outros.

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